domingo, 15 de fevereiro de 2009

A mente


Os outros homens são como lentes através das quais lemos nossas próprias mentes
Ralph Waldo Emerson

A mente humana progride sempre, mas é um progresso em espiral.
Madame de Stäel

Existem apenas duas forças no mundo: a espada e a mente. A longo prazo, a espada sempre é vencida pela mente.
Napoleão Bonaparte

Aquele que pretende controlar a mente pela força é um tirano, e aquele que se submete a isso é um tolo.
Robert Ingersoll

Qualquer coisa pode corromper uma mente pervertida.
Ovídio

A mente é seu próprio lugar, e em si mesma pode fazer do Paraíso um inferno e do Inferno um paraíso.
John Milton

As mentes pequenas estão interessadas no extraordinário; as grandes mentes,no lugar comum.
Elbert Hubbard

A mente verdadeira, forte e sadia, é aquela que pode abarcar igualmente as coisas grandes e pequenas.
Samuel Johnsom

Corpos destituídos de mente são estátuas no mercado.
Eurípedes

Penso, logo existo.
Renè Descartes

Como te pareces com a água, ó mente humana.
Goethe
A OBRA DE ARTE É "GUERNICA" DE PABLO PICASSO






sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

...de Nelson Mandela


"...Não tem nada de iluminado no ato de se encolher, pois os outros se sentirão inseguros ao seu redor.

Nascemos para manifestar a glória do Espírito que está dentro de nós.

E à medida que deixamos nossa luz brilhar, damos permissão para os outros fazerem o mesmo.

À medida que libertamos nosso medo, nossa presença libera outros"


Nelson Mandela

A flor e carvoaria

Outro dia
nasceu uma flor
na janela da carvoaria.

Era amarela
a flor que havia
na janela

A regra
é que toda coisa
na carvoaria
ficasse negra

A flor amarela
que nasceu outro dia
na janela da carvoaria
não fugiu à regra

Depois daquele dia
a vida, na carvoaria
não mudou quase nada.
Mas a janela,
ela nunca mais foi a mesma;
ficou levemente perfumada

Sérgio Antunes

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

K. Kraus


Jornalista, escritor, intelectual satírico, Karl Kraus, morto em 1936, pode ser considerado alguém que viveu à frente de seu tempo. Dizer que "Educação é algo que a maioria recebe, muitos transmitem e poucos têm" o torna, a meu ver, atual, envolvido numa contemporaneidade global na qual grande parte finge que está aprendendo e outra parte finge que está ensinando.

A "química" de Lavoisier e mais um pouco


Intromissão com elegância. O remendo novo elabora lindos contornos no "antigo". O belo só se perpetua com o adereço do imprevisível. Uma linda obra de Van Gogh não continuaria bela se novos olhares não a divisassem. O "antigo", cultuado apenas sob o ponto de vista pedagógico da história, não consegue fugir de seu teor arqueológico.

Oh! Macular-se excessivamente do constante, como um pêndulo que não altera sua maneira de movimentar-se! "Intrometer-se" é contrariar este movimento, a não ser que a peça seja o "Pêndulo" de Foucault que, quando acaba-se de lê-lo, logo é colocado na estante e, de lá só o retirando para, novamente, descobrir o que escapou, ou redescobrir.

Este movimento é outro que acaba tornando-se "antigo", para não dizer rotineiro, mas como ele existem outros ainda que, manipulados por velhos rituais, nunca impedem a oportunidade de gerar emoções novas.

Compreender uma paisagem é estar condicionado a ela. Condicionar-se à paisagem é forma de elegância, assim como um adereço da moda que ornamenta o corpo. Para este caso, até parece que os dois estavam na maior expectativa da intromissão, de se intrometerem. E aí, não é mera ilusão imaginar que a expectativa maior era do "antigo".


Air S. Antunes
Crônica publicada na edição de 5 de junho de 1994
do jornal Diário do Sul
O cartaz é do filme "Gosto de Cereja" do cineasta iraniano Abbas Kiarostami

Mário Quintana /Hélio Oiticica


Poema de circunstância


Onde estão os meus verdes?

Os meus azuis?

O Arranha-Céu comeu!

E ainda falam nos mastodontes,

nos brontossauros, nos tiranossauros, que mais sei

eu...

Os verdadeiros monstros, os Papões,

são eles, os arranha-céus!

Daqui

Do fundo

Das suas goelas

Só vemos o céu, estreitamente, através

de suas empinadas gargantas ressecas

Para que lhes serviu beberem tanta

luz?!

Defronte

À janela aonde trabalho

Há uma grande árvore....Enquanto há verde.

Pastai, pastai, olhos meus....

Uma grande árvore muito verde...Ah,

Todos os meus olhares são de adeus

Como o último olhar de um

condenado!


Elegia ecológia


As grandes damas usavam chapéus, cheios de

flores e de passarinhos .

As flores feneceram, porque até as flores

artificiais fenecem.

Os passarinhos voaram. E foram pousar nos

últimos parques onde iludem agora os seus

últimos frequentadores.

Sim! as grandes damas usavam uns grandes chapéus...

Eram cheios de flores e de passarinhos!


Mário Quintana
A obra de arte é o Grande Núcleo, de Hélio Oiticica

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Lembranças


Das velhas impressões da infância a idéia grata

Perdura-nos fiel, volvam embora os anos;

Em vão do nosso Abril as flores sofrem danos,

A imagem delas fica indelével, exata.


Ao contrário, ai de nós! -ninguém conserva intacta

A memória, apesar de esforços sobre-humanos,

Das novas emoções, efêmeros enganos,

Cujo traço se apaga apenas se retrata.


Como esperto escanção que no banquete a taça

Entretém sempre cheia, a cada vez que passa,

Passa o tempo e noe enche a memória também.


A lembrança mais nova é a gota derradeira,

Que, ao choque mais sutil, transborda e cai; porém

No fundo permanece a primitiva- inteira.


Sully Prudhomme


Tradução de Augusto de Lima



Sully Prudhomme, poeta parnasiano francês, foi o primeiro autor a receber o Prêmio Nobel de Literatura, em 1910